20
janeiro

Dica de Leitura: As Leis da Simplicidade

(Sugestão de trilha para ler esse post: Information Overload, do Living Colour)

Uma cena do primeiro Matrix me marcou demais.

Neo, deitado em uma cadeira que se assemelha à dos dentistas no deck lotado de máquinas da Nabucodonosor, é submetido a uma experiência fantástica, traumática e surpreendente, após ser resgatado para o mundo real.

Um conector é introduzido em uma interface localizada em sua nuca e através de um “upload” o operador instala programas e dados no sistema operacional do protagonista.

Em questão de segundos, Neo adquire conhecimentos e habilidades que talvez levassem anos ou décadas de muito treinamento se fossem adquiridos pela forma tradicional de aprendizado que todos nós conhecemos.

O grande questionamento é se atualmente essa forma instantânea – e obviamente fictícia – de obter conhecimentos infinitos em pouco espaço de tempo seria interessante e saudável para todo mundo. Um sistema assim era tudo o que muitas pessoas gostariam de ter.

Vivemos uma dinâmica acelerada, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal, e isso é a normalidade adotada por todos, tornando-se senso comum em todos os grupos sociais.

No meu ponto de vista, essa sangria desatada da sociedade, sem uma justificativa plausível, promove uma superficialidade do conhecimento e de relações profissionais. Isso empurra cada vez mais os negócios para as seduções do modismo. O problema é que o modismo tem alcance global agora.

Pois bem, ao pensar nessa enxurrada de informações que produzimos incessantemente e a forma como lidamos com isso, algumas pessoas resolveram sugerir metodologias ou modos de pensar para conviver com um mundo altamente complexo em suas relações.

Um desses pensadores é o premiado designer gráfico, artista visual, cientista da computação, professor e fundador do MIT Simplicity Consortium, John Maeda, que nos presenteia com um livro sensacional entitulado As Leis da Simplicidade – Vida, Negócios, Tecnologia, Design.

O livro aborda a simplicidade como uma característica a ser adotada em busca da sanidade, não só no design como também nos negócios e na vida. O stress observado na busca insana e frustrada pela onisciência refletida nas possibilidades das interfaces dos objetos deu ao autor argumentos para traçar algumas diretrizes e orientações que têm o objetivo de balancear simplicidade e complexidade. Para precisar menos e ganhar mais.

Parece ser um roteiro na contra-mão do progresso. Mas quem disse que o progresso é para onde estamos todos indo?

Eu coloquei em prática algumas sugestões dele e posso garantir que houve uma mudança na minha qualidade de vida e, quem diria, na minha sanidade.

Bom, depois desses argumentos complexos que eu escrevi, o que o autor pretende dizer com esse livro é o seguinte:

“A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentear o significativo”.

Viu como é mais sábio tornar as coisas simples?

 

A dica é de Laert Yamazaki, Sócio-Diretor de Criação da Malagueta Interativa. Arquiteto, pós-graduado em Design de Produto, Local Leader do IxDA (Interaction Designers Association), organizador do UXBookClub Salvador, professor do curso de Pós-graduação em Design Estratégico da UNIFACS e não consegue sair de uma livraria sem comprar, pelo menos, um livro ou um filme.

*O conteúdo de cada artigo postado neste blog é de exclusiva responsabilidade do autor.
Postado por Ideia3 Comunicação às 10:49
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