28
dezembro

Redes sociais: onde vamos parar depois daqui?

Aprendemos muito sobre como as redes sociais podem ou não contribuir para o desenvolvimento das estratégias de comunicação de uma empresa. A todo instante vemos soluções criativas e campanhas de marketing eficazes, que têm alavancado o trabalho de brand de muitas organizações que acreditam no uso de um canal social como meio de comunicação.

Até aí tudo bem, já que assim todos nós ganhamos uma grande dose de sabedoria, referência e experiência para aproveitar ao máximo o que está por vir. Mas, o que realmente está por vir? O que está à frente do marketing de mídia social? Até onde o social media marketing pode nos levar no ano que vem? E em três anos? E em dez anos?

Depois que li no Wanderlust sobre tendência para o marketing de turismo on-line, adaptei esse post para propor a vocês uma reflexão para que juntos tentemos imaginar o que estudos tendenciosos de 2011/12 sobre redes sociais reservam para a gente nos próximos anos.

Tudo recomeça em 2012

1. No próximo ano, os empresários abordarão as mídias sociais com expectativas mais realistas e, por conseguinte, desfrutarão de um ROE (return of engagement) mais positivo.

2. Talvez seja o ano em que a verba dos players que não acreditavam na ferramenta até então seja melhor redistribuída.

3. O boca a boca on-line se tornará mais sofisticado e o número de pessoas que buscam recomendação na rede aumentará consideravelmente, assim como os blogs pessoais em defesa e em detrimento de marcas ganharão maior relevância perante os olhos dos anunciantes.

4. O poder social dos “movimentos on-line” será alavancado e terá ainda mais força no mundo real.

5. As marcas mais maduras terão mais facilidade para envolver os seus clientes através de canais sociais.

6. O social media marketing vai finalmente receber o apoio financeiro que merece. As marcas vão perceber que não podem ser sociais sem a entrega de conteúdo valioso e relevante.

7. Marketeiros pensarão com mais seriedade em criar ferramentas e recursos que estimulem o compartilhamento do produto/marca pela rede e pensarão em conteúdo interativo e em vídeos úteis que as pessoas vão realmente assistir. Seus planos vão integrar campanhas sociais nas estratégias de comunicação global, com metas atingíveis e sistemas para rastrear seu retorno sobre o investimento.

8. Os profissionais de redes sociais começarão a se profissionalizar de fato e o número de vagas com esse perfil triplicará.

2014: Mídia social será onipresente

1. Como a mídia social vai se tornar mais onipresente e as empresas aumentarão o nível de investimento on-line, as ações nessas redes se tornarão mais interruptivas e irritantes para o usuário. Em resposta, os consumidores vão encontrar maneiras de filtrar as mensagens que eles julgam agressivas e invasivas e passarão a ignorar as marcas que não são sensíveis ao seu desejo e à sua experiência social. As marcas barulhentas serão evitadas e o jargão “menos é mais” passará a prevalecer.

2. Os consumidores passarão a utilizar as redes sociais para registrar as suas reclamações e vão ser atendidos pela mesma ferramenta. A rede deixará de ser apenas uma porta de entrada para o trabalho de relacionamento e passará a ser parte integral em todo o processo.


2021: Submersos em redes sociais multifuncionais

1. Em dez anos, a mídia social vai se tornar passiva e automática. O nosso day by day será imbuído por informações notificadas por amigos, marcas de bares, bancos e serviços. Seremos engolidos pelas experiências das pessoas que nos rodeiam através de plataformas mobile cada vez menores e multifuncionais.

No entanto, a maioria dos anunciantes ainda será mistificada sobre como utilizar as plataformas sociais como um meio de venda, branding e relacionamento, no entanto alguns vão encontrar o sucesso criando entretenimento e mensagens de conteúdo dirigido.

2. Muitos entenderão o uso de aplicativos móveis e o governo terá políticas públicas para inclusão digital mais efetiva.

3. A porta de entrada para nossos filhos não será mais o Orkut, será os games e tablets. O número de crianças multitarefas que acessam o MSN, jogam e leem o artigo da escola enquanto almoçam será extremamente maior.

4. Os crimes on-line estarão ainda mais evoluídos, assim como os profissionais de direito digital.

5. O Orkut ainda existirá, mas com uma relevância extremamente menor. O Facebook estará no ápice de sua curva de maturidade e, se Zuckerberg não pensar rápido, poderá perder share para uma nova plataforma que há de surgir.

E mesmo com toda essa evolução massiva, assim como a propaganda tradicional de hoje, uma parcela das ações em social marketing ainda será ineficaz.

A eLife desenvolveu uma pesquisa sobre o Futuro das Redes Sociais e publicou 8 tendências para os próximos anos. Fica a dica de leitura:

O Futuro das Redes Sociais: será o fim do Orkut?

O Futuro das Redes Sociais: atendimento ao consumidor

O Futuro das Redes Sociais: marketing via Twitter

O Futuro das Redes Sociais: o fim de sites irrelevantes

O Futuro das Redes Sociais: insights em tempo real

O Futuro das Redes Sociais: foco maior no pré-compra

O Futuro das Redes Sociais: o fim das barreiras off-line

O Futuro das Redes Sociais: sensores de movimento

 

Texto escrito por Mel Oliveira, Planejamento Digital da Ideia3 Comunicação. Possui habilitação em E-Marketing pela Middlesex University e E-Branding pelo Chartered Institute of Marketing, Inglaterra e especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. @meloliveira

 

*O conteúdo de cada artigo postado neste blog é de exclusiva responsabilidade do autor.
Postado por Ideia3 Comunicação às 15:13
0Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail nunca será publicado ou compartilhado.
Campos obrigatórios estão marcados com *.

Salvador » 71 3273.3333 | São Paulo » 11 2626.5333
Rua Alceu Amoroso Lima, 470 - Caminho das Árvores - Salvador/BA
Opus Comunicação